Aterro Sanitário

Terça-feira, Junho 24, 2008:

Trechos retirados de livros do Caio Fernando Abreu. Nem precisa comentar, né?

"Que é isso? Tá substituindo a maconha por Jesusinho? Zézim, vou te falar um lugar-comum desprezível, agora, lá vai: você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, não off. Você não vai encontrá-lo em Deus, nem na maconha, nem mudando para Nova York, nem..."
.........

"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo."
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"Chorei três horas, depois dormi dois dias.
Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total."
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"O que nunca pensei é que pudesse ser assim tão vazia uma casa sem um anjo. Dentro de mim existe alguma coisa que espera a sua volta, de repente, não sei se pela janela ou se aparecerá novamente no mesmo lugar. Para prevenir surpresas, tenho deixado sempre abertas todas as janelas e todas as portas."
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"Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio."
"Que algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta."
"Para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo."

Carlos Brandão // 11:40 //

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Domingo, Junho 22, 2008:

Late, que eu tô passando!!!


Carlos Brandão // 18:04 //

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Quinta-feira, Junho 19, 2008:

Letra da canção Roda Morta ou Reflexões de um Executivo, do Sérgio Sampaio. Para quem não sabe, Sérgio é um dos grandes injustiçados da indústria fonográfica brazuca. Os "mais inteligentes" só o conhecem pela música Eu quero é botar meu bloco na rua... Pena, pois ele tem dezenas de belas canções.
Fui um dos últimos jornalistas a entrevistá-lo, uns 4 meses antes de sua morte. Ele esteve em Goiânia, hospedado na casa do cantor Pádua e nós conversamos entre 21h e 3h da madruga. Foi uma entrevista altamente etílica, como ele gostava e como eu gosto. Saiu no Diário da Manhã, um jornaleco aí.

O triste nisso tudo é tudo isso
Quer dizer, tirando nada, só me resta o compromisso
Com os dentes cariados da alegria
Com o desgosto e a agonia da manada dos normais.

O triste em tudo isso é isso tudo
A sordidez do conteúdo desses dias maquinais
E as máquinas cavando um poço fundo entre os braçais,
eu mesmo e o mundo dos salões coloniais.

Colônias de abutres colunáveis
Gaviões bem sociáveis vomitando entre os cristais
E as cristas desses galos de brinquedo
Cuja covardia e medo dão ao sol um tom lilás.

Eu vejo um mofo verde no meu fraque
E as moscas mortas no conhaque que eu herdei dos ancestrais
E as hordas de demônios quando eu durmo
Infestando o horror noturno dos meu sonhos infernais.

Eu sei que quando acordo eu visto a cara falsa e infame
como a tara do mais vil dentre os mortais
E morro quando adentro o gabinete
Onde o sócio o e o alcaguete não me deixam nunca em paz

O triste em tudo isso é que eu sei disso
Eu vivo disso e além disso
Eu quero sempre mais e mais.


Carlos Brandão // 15:50 //

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Terça-feira, Junho 03, 2008:

Essa achei no orkut:

Cinto saudade Kero uma xance.

Carlos Brandão // 16:07 //

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Segunda-feira, Junho 02, 2008:

Frase que encontrei no msn:

"Acim vose me ganha".

Eita!!! rsrsrs

Carlos Brandão // 10:25 //

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